Antes de escolher o candidato nas eleições é preciso entender a relação da imprensa

Antes de escolher o candidato nas eleições é preciso entender a relação da imprensa

É uma obviedade dizer que os meios de comunicação desempenham uma função essencial para o devido funcionamento da democracia. As discussões sobre as funções dos meios geralmente focam-se em seu papel de “vigias”: por sua indiscutível função de investigação e exame dos sucessos ou fracassos de um governo, os meios podem informar o público sobre o efetivo desempenho de seus representantes e ajudam a prestação de contas de seus atos. Por isso, antes de escolher os candidatos a vereadores em Goiânia 2020 é preciso entender como as eleições municipais de 2020 funcionam, ainda mais numa relação tão perturbada com a mídia após os ataques do próprio governo à imprensa,

No entanto, os meios de comunicação podem cumprir uma função mais específica, como a de possibilitar uma plena participação pública nas eleições, não só informando sobre o desempenho do governo, mas de muitas outras formas:

  • orientando os eleitores sobre como exercer os seus direitos democráticos;
  • informando sobre o desenvolvimento de campanhas;
  • oferecendo uma plataforma para que os partidos políticos divulgam sua mensagem entre o eleitorado;
  • permitindo que os partidos possam debater entre si;
  • monitorando o escrutínio dos votos e anunciar os resultados;
  • Examinando o próprio processo eleitoral, com o fim de avaliar a sua equidade, eficiência e probidade.

Os meios de comunicação não constituem a única fonte de informação dos eleitores, mas em um mundo dominado pela comunicação em massa, são eles que determinam a agenda política, mesmo nos cantos do mundo menos desenvolvidos. Assim, por exemplo, o acesso a meios e a cobertura das eleições tornaram-se um critério básico para os grupos de observação eleitoral, para julgar se as jornada eleitorais são ou não. Ao mesmo tempo, o monitoramento de mídia durante os períodos eleitorais tornaram-se uma prática cada vez mais comum, empregando uma combinação de técnicas de análise estatística, do discurso e de estudos para medir a equidade da cobertura dos meios de comunicação.

A grandes traços, há três áreas de cobertura eleitoral nas eleições que se realizam os meios de comunicação. Cada uma opera de acordo com princípios diferentes e requer um papel diferente, diferente do organismo de supervisão eleitoral.

Cobertura Editorial

Esta área, em geral, se refere à cobertura de todos os aspectos de notícias, artigos, assuntos de atualidade e de opiniões que se encontram sob o controle editorial de os próprios meios. À margem de algumas áreas limitadas, como o relatório prematuro de resultados ou as restrições para difundir inquéritos de opinião antes do início da votação, a função do organismo de supervisão reside exclusivamente em facilitar a livre operação dos meios de comunicação.

Existe uma enorme variedade de possíveis para regular a propaganda política ou a cobertura de acesso direto gratuito. Isto refere-se à parcela da cobertura eleitoral que se encontra sob o controle dos partidos ou candidatos mesmos. Pode existir a obrigação de que alguns setores da mídia a divulgação desse tipo de material, mas sempre haverá uma série de condições que terão que cumprir, se assim o fazem.

Os debates entre candidatos e as entrevistas em mesa redonda, que são cada vez mais comuns na cobertura dos meios de comunicação, estão localizados em um ponto entre essas duas categorias, e em alguns casos podem estar sujeitos a determinadas normas que não são aplicáveis ao material editorial ordinário.

Educação eleitoral

Esta área temática, não trata, em detalhes, os assuntos relativos à educação eleitoral, a qual é tratada em detalhe em outro número. No entanto, especialmente em novas democracias, as jovens democracias, os meios massivos de comunicação podem ser uma ferramenta vital não apenas para informar os eleitores sobre temas e candidatos eleitorais, mas também para disseminar informações básicas sobre como votar e para que serve o voto. Ao igual que o atalho, a educação eleitoral pode estar sujeita a rigorosas regras para garantir a sua imparcialidade.

Esta área temática está concentrada essencialmente na responsabilidade dos organismos eleitorais de desenvolver um quadro regulamentar as atividades dos meios de comunicação durante os períodos eleitorais e promover a sua liberdade. No entanto, isso também pode ser de grande valor para outros atores, como os partidos políticos e os jornalistas ou comunicadores mesmos.

Esta seção começa com a revisão dos princípios básicos: o papel dos meios de comunicação na democracia e no desenvolvimento da jurisprudência internacional e comparada sobre mídia e eleições. Também examina como os diferentes níveis de desenvolvimento econômico e pluralismo dos meios de comunicação e os diferentes padrões profissionais afetam a natureza e a qualidade da cobertura eleitoral pelos meios de comunicação.

A parte central deste tópico é o exame dos diferentes modelos de quadro normativo ou regulador para os meios de comunicação durante as eleições, que vão desde uma comissão eleitoral independente até uma agência reguladora especializada, como o pode ser uma comissão de telecomunicações, um conselho voluntário ou uma instância para queixas e denúncias. Além disso, se revêem as diversas obrigações dos meios impressos e os meios eletrônicos, bem como as dos meios privados e os públicos.

Área temática examina as formas em que os organismos eleitorais possam desenvolver suas próprias estratégias de comunicação a fim de que possam comunicar suas mensagens, através dos meios de comunicação, entre outras vias. Estuda-Se o modo de definir as mensagens e as audiências e, em seguida, identifica técnicas adequadas e os meios para transmitir essas mensagens. Ele examina as tarefas de que os organismos eleitorais nas diferentes fases do processo eleitoral, desde o período de pré-campanha de educação eleitoral, através da campanha em si, até o dia de votação, do escrutínio, e o anúncio dos resultados.

Além disso, explora as técnicas básicas e as formas de monitoramento de mídia durante a campanha eleitoral. Nele descreve metodologias quantitativas e qualitativas e examina como o monitoramento dos meios de comunicação social, tem sido utilizado pelos organismos eleitorais, as organizações não-governamentais e missões de observadores internacionais.

A seção final do tópico examina a reportagem da campanha a partir da perspectiva dos próprios meios de comunicação. Considera questões de planejamento e capacitação para a cobertura das eleições e analisa diversas questões éticas e práticas que a cobertura do processo eleitoral planeta.



Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *